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MERCADO

E-commerce puxa alta de 18% no frete fracionado na região Sul

Crescimento de sellers no interior gaúcho e catarinense aquece rotas de última milha e cross-docking.

O que está por trás da alta

O aumento não vem dos grandes centros. Sellers instalados em cidades médias do interior passaram a despachar volume suficiente para justificar coleta regular — algo que há dois anos não se sustentava.

Isso muda o desenho da malha: menos concentração em Porto Alegre e Joinville, mais pontos de coleta espalhados.

O gargalo é a última milha

O crescimento no volume não veio acompanhado de crescimento em capacidade de entrega. O resultado aparece em dois indicadores:

  • prazo médio de entrega subindo em cidades sem base própria
  • taxa de reentrega crescendo onde não há janela combinada

Cross-docking como resposta

A operação que consegue consolidar no interior entrega mais barato que quem traz tudo para a capital e redistribui.

Estruturas menores de transbordo, mais próximas da origem, reduzem a quilometragem em vazio. O investimento é menor que abrir filial, mas exige previsibilidade de volume.

Para quem opera fracionado

  1. Reavaliar quais cidades já têm volume para coleta diária
  2. Medir o custo por entrega separando primeira e última milha
  3. Negociar janela de entrega com o seller, não só com o destinatário
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